Apesar da redução na importação, balança comercial brasileira de lácteos segue negativa

A importação de lácteos teve queda em outubro, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

No mês, o Brasil importou 8,97 mil toneladas. Na comparação com setembro, o volume caiu 13,8%. Os gastos caíram na mesma proporção, 16,4%, totalizando US$27,75 milhões.

No acumulado até outubro, o volume importado caiu 26,9% comparado com igual período de 2016, totalizando 148,18 mil toneladas de lácteos.

Os gastos caíram 6,0% no período, totalizando US$489,01 milhões.

As altas de preços no mercado internacional e o aumento da produção nacional (e queda de preço no mercado interno), associados à demanda interna fraca explicam esta redução no volume.

O leite em pó foi o produto mais importado. O Brasil comprou, neste período, 91,45 mil toneladas, num total de US$297,07 milhões.

Os maiores fornecedores, em valor, foram: o Uruguai (44,5%), a Argentina (41,4%) e a Nova Zelândia (2,7%).

No parcial de novembro, até a quinta semana, a média diária foi de US$1,43 milhão em gastos com as importações de lácteos, frente aos US$3,20 milhões por dia em novembro do ano passado, ou seja, queda de 55,2%.

As importações deverão seguir em queda em dezembro/18.

As exportações de lácteos pelo Brasil, segundo o MDIC, totalizaram US$5,77 milhões em outubro. Na comparação com o mês anterior, o faturamento diminuiu 6,8%.

O volume embarcado também caiu. Passou de 2,49 mil toneladas em setembro deste ano para 2,25 mil toneladas em outubro, uma redução de 9,7%.

Até outubro, a exportação de produtos lácteos somou 29,51 mil toneladas. Na comparação com igual período de 2016, houve uma queda de 29,0% no volume embarcado.

O faturamento caiu 32,7%, totalizando US$83,35 milhões.

O principal produto exportado foi o leite em pó, perfazendo 19,71 mil toneladas e faturando US$53,10 milhões.

Apesar do leite em pó ser o principal produto embarcado, perdeu espaço na pauta das exportações brasileiras na comparação com o ano anterior. Volume e faturamento diminuíram 39,3% e 47,6%, respectivamente.

A redução da exportação de leite em pó está atrelada à menor demanda pela Venezuela, principal cliente do produto brasileiro.

Por outro lado, a exportação de manteiga e iogurte melhorou, 128,3% e 105,8%, na sequência, na comparação com igual período de 2016.

Os maiores importadores de lácteos, em valor, foram a Venezuela, com 54,6% do total, seguida pela Arábia Saudita, com 32,6%, e Estados Unidos, com 24,4%.

A balança comercial brasileira de lácteos ficou negativa em outubro, com déficit de US$21,98 milhões, porém, menor que os US$41,83 milhões em outubro de 2016.
 

Fonte : Scot Consultoria