Disparada do milho não deve iludir, diz T&F

Os indicadores de milho do Cepea desta quinta-feira registram forte alta nos preços da B3 (3,29%) e em Campinas (0,90%). Mas, as cotações ainda estão longe do patamar em que estavam e não devem provocar nenhuma ilusão, afirma o analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Fernando Pacheco.

“Como o mercado futuro é mais especulativo do que o físico e os fundamentos do milho brasileiro não estão perfeitamente definidos (porque a safrinha não está colhida inteiramente), nossa recomendação é permanecer à espera de dados mais consistentes para tomar uma posição”, explica o especialista. 

Segundo os analistas da XP Agro em Campinas (SP), a entrada de milho tributado tira a sustentação do mercado: “Nos últimos dias, compradores se demonstravam desinteressados, acreditando em uma boa oferta com o avanço da colheita de inverno. Os estoques confortáveis permitiram a retração e, assim, estes passaram a receber apenas os contratos já acordados. Pequenas granjas e indústrias de proteína animal se aproveitam da boa oferta de sorgo”. 

Por sua vez, vendedores de milho local (diferido) estão retraídos, pagando para ver a solidez do movimento. Estes apostam nas exportações. Como alertado pela XP, sazonalmente, os embarques de milho embalam ao final de julho, substituindo os de soja.

A T&F chama atenção para os preços do trigo paraguaio CIF compradores de Santa Catarina (entre R$ 34,00 e R$ 39,00/saca), que estão menores do que os da importação argentina (R$ 52,60) e até do que muitos preços do milho nacional de outros estados. Também as cotações da B3 estão oferecendo bons níveis para fixação antecipada de preços para os meses de Janeiro19 e Março19, acima do que provavelmente estarão na época. 

Fonte : Agrolink